terça-feira, 23 de novembro de 2021

Sobre você

Esse blog sempre foi um desabafo que eu queria que as pessoas lessem mas não queria ter certeza de que estavam lendo. Hoje sei que você lê e fiquei por um tempo com receio de escrever qualquer coisa aqui. Ainda estou, mas quero falar sobre você, então tudo bem. Na verdade, melhor ainda.

Não vai ter nada aqui que você já não saiba, mas eu quero deixar registrado o que tem sido esses momentos ao seu ladinho.

Desde o momento em que você abriu a porta do seu apartamento pra mim e me cozinhou um risoto explicando cada passo do que fazia eu soube: é ele. Eu estava bem e pra me tirar da situação em que eu pretendia ficar por muito tempo precisaria ser muito perfeito, e você é. Na verdade, eu acho que deveria existir um termo ainda mais preciso do que perfeito pra explicar, porque a sensação que eu tenho é a de que perfeito é pouco ainda pra explicar o fenômeno que é você.

É tudo em um único ser: amante dos animais, gentil, bonito, gostoso, nerd, tatuado, fortão, espiritualizado, bagaceiro, cheiroso, trilheiro, inteligente, tem memoria boa, interessado, romântico, esforçado, foi feito pra encaixar perfeitamente em mim (e como encaixa!)...

Com você eu tenho feito planos, eu tenho sonhado, eu tenho desejado viver coisas que eu não me importaria em não viver, mas que agora parecem não fazer sentido não serem vividas! Eu me sinto em paz ao seu lado e eu sei que esse é o melhor sentimento que alguém pode despertar em outrem. E como eu desejei viver em paz nessa vida. Obrigada por isso.

Pra qualquer pessoa que você perguntar "qual o sonho dela?" essas pessoas vão te responder que sempre foi "ser feliz". Sempre foi isso que pedi ao soprar as velinhas de aniversário, ao disputar o gravetinho maior, ao disputar o dedo em que o cílio grudaria... Ser feliz. Esse era, é e sempre será o maior sonho da minha vida. E você não realizou esse sonho, você realiza esse sonho, todos os dias!

Eu amo me apaixonar por você a cada novo acordar, a cada ramela nos seus olhos de manhã, a cada "como eu gosto de você, vida" que você diz. Cara, como eu gosto de você!

Obrigada, muito obrigada!


segunda-feira, 5 de abril de 2021

A jornada da dor

Hoje o dia começou com uma turbulência avassaladora.

Eu enrolando na cama pra sair de carro quando ouço meu pai entrando nele. Segundos depois um barulho de pancada - esse barulho por aqui já deixa a gente em alerta e naquele momento me veio um pânico - em seguida o grito: "AI MEU DEUS PEGUEI O GATO".  

É isso. Esse foi o começo do meu dia.

Levantei às pressas e dei de cara com ela, a Jasmin, a gatinha de múltipla personalidade ali, se debatendo no chão. Foi uma das cenas mais desesperadoras que eu já vi. Sangue por todo lado e por fim a suspensão.

Eu não sei explicar esse momento, o desespero, a dor. Foram horas de incredulidade e diversas mortes. Fiquei tentando elencar na minha cabeça qual teria sido a pior experiência ali: se a da pessoa que atropelou, a pessoa que viu a cena acontecendo ou a minha, que vi o resultado.

A dor maior, creio eu, foi a da pessoa que viu o fragmento de vida seguido do fim. Essa cena eu penso que mostra a fragilidade da vida de uma forma muito mais violenta do que qualquer outra. 

O medo, a fuga, o fim.

O dia se seguiu, eu entendi o que aconteceu e me conformei. Mas a tristeza pairava.

Assim eu pensei nesse equilíbrio razão-emoção.

 

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Ansiedade

Eu estou ansiosa.

Nesses momentos eu sinto como se o tempo congelasse e eu fosse ficar presa no mesmo instante pro resto da vida. Eu sei que isso é comum na ansiedade, mas enfim.

Eu estou sentada aqui, olhando pro nada, esperando o público das 16h chegar pra aula da academia. Eles chegam meia hora antes e se sentam em minha frente esperando a hora marcada.

A partir desse momento, olhar para eles se torna uma grande tortura e o tempo parece ainda andar pra trás de tão lento.

Eu sinto como se meu peito entrasse num vácuo enorme e por conta disso meu coração explodisse. O desespero de saber que eu não posso tomar nenhum remédio, nem uma atitude que faça com que esses minutos de espera pulem logo para o momento final me dá uma sensação de impotência com a qual eu não aprendi a lidar.

Eu tenho vivido isso nos últimos dias. eu me deito na minha cama e já não tenho mais paciência pra me esperar pegar no sono pra só então chegar ao dia seguinte. Eu quero tomar um remédio pra apagar o mais rápido possível e cortar esses minutos de espera.

E eu acredito que seja essa facilidade que eu encontrei na medicação que tem me deixado com essa dificuldade em esperar. Pois se eu quero dormir e acordar só no dia seguinte, eu posso. Mas agora, durante o trabalho, isso não é possível.

Como então lidar com essa espera infindável?

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Relacionamentos abusivos

Relacionamentos abusivos não são apenas aqueles em que o parceiro já chega "na voadora". Ele pode ser o cara mais lindo e romântico do mundo, mas tem ciúme da sua sombra. Ele chora, diz que não queria sentir ciúme, diz que vai mudar, que o culpado é ele, que ele é o problema.

Nem sempre no relacionamento abusivo o parceiro joga a culpa nas suas costas. Em muitos casos, ele te faz acreditar que ele está doente e que precisa da sua ajuda. E então você fica apática, se afasta dos amigos, deixa de sair pois você quer evitar que ele fique mas. Tudo isso pelo menos até ele melhorar...

Ele não vai te bater. Pelo contrário, ele vai te agradecer! Ele vai te amar, te fazer carícias, e você vai se sentir mal por se sentir presa a ele. Você vai achar mesmo que seu namorado é doente e vai se sentir culpada por as vezes pensar em terminar, porque ele é uma pessoa maravilhosa que só precisa da sua ajuda.

Exato, ele precisa de ajuda. De ajuda profissional. Você tem ligação emocional com esse cara e isso vai te destruir! Vocês dois vão ficar na merda. Se você ama esse cara, não se diminua por ele. Não deixe seus amigos e sua vida de lado para ajudá-lo, isso não vai funcionar! Se você quer ajudar, cuide de você e indique a ele um especialista.

Ele não te bate, não te chama de vagabunda. Mas ele se machuca, se agride, se culpa. Essa é a agressão. Nem todo relacionamento abusivo vem escancarado. Não interessa em quem é a agressão, se você sente que precisa se afastar das coisas que ama para que ele fique bem, algo está errado.

Obs.: Relacionamento abusivo não é "exclusividade" masculina em relacionamentos hétero. Tem muita mulher, hétero e lésbica, abusando e agredindo, física e psicologicamente parceires. O fato de ser mulher não nos isenta de ser "fêmea escrota".

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Esse texto eu escrevi em novembro de 2018 por observar alguns casos em que o parceiro era o "namorado perfeito" e ainda assim era tóxico. Sentia a necessidade de ler em algum lugar algo que as vezes a gente vive mas acha que é coisa da nossa cabeça, porque tudo o que falam sobre esse assunto não se encaixa nas nossas experiencias.


quinta-feira, 16 de julho de 2020

Desafogo

Esse texto faz parte das coisas que eu gostaria que as pessoas soubessem sem que eu precisasse contar.
É algo que sempre me incomodou mas que eu senti ainda mais necessidade de fazer quando meu ex-namorado escreveu um texto que eu assumi como sendo pra mim, no qual ele dizia: eles não te conhecem sem maquiagem.

Desde que comecei a tomar remédio pras minhas crises eu não tenho me sentido triste. No entanto, se esqueço um dia de tomar, elas vêm avassaladoras. Hoje é um desses dias.

Não tenho me sentido bem nos últimos dias. Sempre fui uma pessoa fraca, no quesito saúde. Embora muito forte para algumas coisas, minha pressão, estomago e cabeça sempre foram um problema. Essa semana passei mal três dias seguidos e hoje explodi.

Meus óculos quebraram e, por eu achar que conseguiria consertá-lo, não fui atrás de outro. Por fim, terminei de quebrá-lo e vou ter que marcar uma nova consulta, e fazer um novo óculos - o que me deixa muito chateada, pois eu amava esse; o que me deixa na merda pois eu tenho uma dificuldade desgraçada em ser responsável.

Meu gatinho, do qual estávamos cuidando nos últimos 15 dias, e que já estava dispensado dos remédios que ele tanto odiava, sumiu. Eu sinto um vazio por isso, mas não me tinha permitido entregar à dor (até porque já perdi tantos gatos que isso já não me arrebata mais como antes). Mas hoje foi diferente. A falta dele veio em mim como uma onda. 

Ao pedir pra minha mãe que medisse minha pressão - porque eu definitivamente não entendo como faz isso - notei nela, não por falta de demonstração, que ela estava exausta. Nós aqui em casa temos uma grande dificuldade em demonstrar o quanto amamos alguém, mas muita facilidade em tratar alguém mal com todas as nossas forças. E a nova onda de tristeza me veio novamente. Eu fui um acidente de percurso, e minha mãe sofreu muito comigo, em todos os sentidos possíveis. Ver que ela ainda precisa se dedicar a mim me faz lembrar do quão desnecessária eu sou. Nesse momento não consegui mais conter minhas lágrimas e chorei, mas minha mãe, talvez notando que eu não tava fazendo por mal, apenas me deixou em silêncio.

Eu senti falta de colo e cafuné. 

Pensei em tomar meus remédios, mas decidi que hoje vou dormir e esperar pra acordar melhor amanhã. Estou evitando pensar nos motivos que estão me levando ao pranto hoje e me sinto um tanto quanto vitoriosa por conseguir, uma vez que esses momentos de reflexão me levam a pensamentos autodestrutivos e eu já não quero mais recorrer a eles.

Meu choro hoje é sem sentido. É sem motivo. É um choro de descarrego ao qual eu deveria me permitir vez ou outra já que o remédio inibe esse sentimento que me acompanhou por tanto tempo.

Hoje eu deixei o vazio fazer parte de mim, na tentativa de passar por isso sem me colocar no lugar em que estive nos últimos anos. E tá tudo bem.

Mas o cafuné ainda me faz falta.

Enfim, desabafar faz bem e miopia é uma merda.

Não vou reler hoje e conferir os erros gramaticais. Deixa como um desabafo e tudo bem.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Hipocrisia: falta de caráter ou de autocrítica?

Uma coisa que me questiono há tempos mas que nessa fase de pandemia tem gritado em minha cabeça: as pessoas percebem que estão sendo hipócritas?

Isso é algo que me questiono porém a temática sempre foi outra - a militância.

Apenas para contextualização, eu tento sempre aprender sobre tudo um pouco e sempre ver os dois lados de uma mesma questão. Por exemplo, hoje descobri o termo "frequência afetiva" e descobri que a minha é baixa. Fui atrás da informação e descobri que isso é algo comum e que está tudo bem ser assim. No entanto, enquanto buscava por textos que reforçassem o quão normal era ser assim, me deparei com um que dizia que esse termo é apenas uma mentira para justificar a falta de interesse das pessoas umas nas outras. Não concordo, porém achei interessante ler de alguém que está do outro lado da situação como é conviver com isso.

Dito isso, gostaria apenas de reforçar meus motivos para não ser uma militante e justificar os porquês de eu ficar observando a militância. Acho de extrema importância, porém penso que a necessidade extrema de militar faz com que as pessoas percam um pouco da autocrítica. Existe uma necessidade tão grande em se posicionar fervorosamente sobre algo, que esquecemos de reparar que muitas de nossas atitudes são exatamente iguais àquelas que tanto tentamos combater.

Acho que o principal passo para você lutar contra o machismo, por exemplo, é você reconhecer que, por vivermos em uma sociedade patriarcal, todos nós somos machistas, independente do nosso gênero ou de nosso engajamento nas lutas feministas. Mas reconhecer não significa apenas abrir a boca e proferir essas palavras, e sim observar nossas atitudes e notar nelas a presença do machismo estrutural. E isso é algo que não tenho visto acontecer...

Agora voltando ao assunto pandemia, a questão é a mesma. Tenho visto muitas pessoas postando nas redes sociais: "fiquem em casa", "se eu te vir na rua vou te expor", "parece que só eu to de quarentena", "nossa, meu vizinho tá dando festa na casa dele"... mas as mesmas pessoas que bradam essas frases têm ido passear na praça sem máscara pra tirar foto com a filha que chegou do exterior, têm ido à casa de um amigo, têm ido de madrugada passear na rua com a namorada, tem ido ao motel com algum casinho. E aí?

O isolamento social consiste em ficar na sua residência na companhia daqueles com os quais há o convívio domiciliar. Se a pessoa mora sozinha, deve ficar sozinha. Não importa se sua mãe mora na casa ao lado. Se mora com os pais, deve ficar com eles, e não na casa do amigo. Não importa se é com uma ou com dez pessoas, a pessoa está furando a quarentena! Então não adianta nada querer denunciar o vizinho, se a pessoa está saindo de casa pra encontrar outrem.

E é depois de observar isso acontecendo todos os dias, com inúmeras pessoas que eu comecei a me questionar: essas pessoas sabem que estão sendo hipócritas? Ou elas realmente acham que elas estão certas e os outros errados?

Enfim...

terça-feira, 23 de junho de 2020

Menstruar

Eu não gosto de menstruar, mas como é algo que eu não tenho como evitar, a mim me cabe aceitar, entender e conviver da forma mais pacífica possível.
O sangue menstrual não é sujo. É a purificação.
Não sou dessas ~místicas~ num geral, mas confesso que quando penso nas coisas como uma questão cíclica e divina, passo a entender e a me sentir mais alegre e mais conectado com o todo.
Com a menstruação não é diferente. Eu sempre achei bonito o sangue escorrendo mas nunca tive fluxo pra isso. Hoje mudei meu método de coleta e posso ver esse sangue fluir em maior quantidade e confesso que me apaixono a cada banho. Passo o dia estressada com o fluxo, a sensação dele descendo pelo meu canal vaginal, o sangue no papel higiênico todas as vezes em que preciso ir ao banheiro. Mas quando entro no banho e vejo aquele vermelho vivo escorrendo pelo chão, eu me emociono. Parece banal, e quando eu vejo com meus olhos preconceituosos eu me envergonho, mas eu gosto demais dessa visão. Eu gosto dessa conexão, eu gosto de imaginar como a natureza é perfeita em todas as suas formas e fico ali, olhando aquele sangue correr com um sorriso no rosto, agradecendo por poder vivenciar essa experiência naquele momento (naquele momento mesmo, uma vez que assim que eu me secar e vestir o stress retorna, rs).

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Revelação (O que viria depois?)


O que eu queria dizer é que, de alguma maneira, uma luz permanece acesa dentro de mim. Penso há dias no que vou te dizer - e em como vou dizer - sobre tudo aquilo que, até então, eu não havia notado. Como tudo começou e como tudo se esvaiu, sem que o fim se concretizasse. Eu gostaria de dizer, ainda que apenas mentalmente, que eu te amei e que eu tive medo. Eu tive medo de ir em frente, medo de te falar [...]. Esse medo deixou no cantinho um sentimento que insiste em ficar; um sentimento que, não importa quanto tempo passe e quantas pessoas percorram meus caminhos, fica ali, me martelando, me apertando, como se quisesse o tempo todo que eu me recordasse e não seguisse em frente [sem te contar].

Hoje estou aqui, da maneira mais poética e em um esforço colossal, pra falar do que eu senti sem parecer vulnerável nem entregar de bandeja meus sentimentos irreveláveis.

Eu gostaria de dizer que eu te amei mas não sabia que era amor; dizer que eu te quis sem [...]

[o texto inacabado de 16/05/2017. Sem conclusão. O que viria depois?]

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Infinito em um minuto



Tenho a sensação de que o tempo demora muito a passar.
Ontem pensei e percebi que ainda tenho muitos anos pela frente, muita coisa a ser vivida e isso me desespera.
Me pego às vezes pedindo com muita força e concentração para que algo aconteça e a vida chegue ao fim o mais rápido possível.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A leveza do amor


Pra mim o amor não tem que ser leve, o amor é leve.

Se não é leve tem algo errado.

Acredito que o amor seja a união de todos os sentimentos bons que existem. Se tem algo no “amor” te chateando, é porque não é amor. Pode ser a união de vários sentimentos bons, mas tem algum no meio que tá afetando o conjunto. E é quando a gente não percebe essa falha que a gente torna um sentimento tão lindo e puro em algo tão doloroso e tão carregado de cobranças.
Usando como exemplo relacionamentos amorosos, eu acredito que uma das coisas que mais dificultam a plena felicidade de uma relação, é que a gente já entra num relacionamento cheio de expectativa: “ah, meu namorado tem que ir ao cinema comigo aos sábados. Às sextas nós cozinharemos juntos. Aos domingos iremos à casa dos meus avós comer bolo de fubá. Meu namorado vai amar andar de mãos dadas e vai dizer que me ama todos os dias ao acordar e antes de dormir, acompanhado de um beijinho na testa e um cafuné.” E ao viver a vida real você percebe que às vezes seu parceiro é um pouco mais frio, e que suas demonstrações de amor não são exatamente dizer que ama, beijar e fazer cafuné, mas te chamar pra caminhar, conversar sobre algo que vocês gostam muito. E aí você não consegue perceber que cada um tem seu jeito de demonstrar o amor e acha que a pessoa não te ama, ou que ela é insensível. Creio que isso possa ser um gatilho pro despertar, quando você sabe que o amor é leveza e a coisa ta pesada, reflita sobre o assunto. Minha mãe me educou dizendo: quando a situação tá ruim e, mesmo falando com a pessoa a situação não se resolve, pare você pra analisar suas atitudes, porque às vezes o problema está em ti. Não quero incentivar ninguém a mudar, perceba: estou em um relacionamento, meu namorado não atende às minhas expectativas então eu vou me moldar a ele. NÃO, jamais! Você precisa ser feliz. E ser feliz significa ser feliz consigo mesma. Se você está triste porque seu namorado não é quem você queria que fosse, é porque você não esta conseguindo ser feliz sozinha, então se escora no outro como se ele fosse sua bengala da felicidade. Você precisa parar para pensar, e só quando você perceber que o outro está com você pra compartilhar momentos e não dividir nem te fazer feliz é que você vai sentir a leveza do amor. Agora, se você refletir bastante e vir que ainda assim não consegue ser feliz, então saia dessa! Não adianta a gente descobrir o que é o amor de fato se o outro não quer souber e nem quiser saber. O amor não é sacrifício, é compartilhamento. Por isso devemos descobrir que ninguém é responsável pela nossa felicidade, só nós.

Eu acredito que ninguém veio ao mundo pra fazer alguém feliz. Viemos ao mundo para ser feliz e distribuir amor. Se não estamos aqui pra fazer alguém feliz, então a gente não tem que se prender a relacionamentos desgastantes. Atualmente os mais antigos estão numa vibe de falar que “hoje em dia tudo é efêmero”. E é. E é pra ser. No passado se acreditava muito que relacionamentos deveriam durar pra sempre e a gente vê casais de idosos hoje em dia e acha lindo, mas nem imagina o quanto um dos parceiros teve que abrir mão de si e se submeter a tantas manifestações egoicas pra poder se manter nesse relacionamento “feliz”. A gente viveu e ainda vive – mas espero que não por muito tempo – uma época em que a gente se acostuma a viver o desamor como se estivesse tudo bem. E aí a volta das expectativas: “o homem manda e a mulher obedece. Isso é felicidade e a receita pra um relacionamento feliz? Ok.” E então já não sabemos mais o que é felicidade.

Enfim, como sempre um texto sem meio nem fim, sem conclusão, só ideias soltas, mas um desabafo do que eu acredito que seja o mal das relações humanas: a expectativa e a má interpretação do sentimento amor.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Fim

Sobre a finitude:

Num instante você é,
Você está.
No outro não existe mais.
Apenas memória...
Uma lembrança...
Talvez até, uma invenção.

O que fica?

domingo, 27 de novembro de 2016

Amores eternos (!)

No dia 2 de julho de 2009 escrevi sobre você. Nesse dia eu estava me lembrando do nosso primeiro beijo. Fomos assistir wall-e no cinema. E eu me entreguei.
Lico, te persegui, eu sei. Fui chata, louca. Fui tudo mas ao mesmo tempo tão pouco.
Lico, eu amei você.
Eu admirei você e segui te admirando ainda que de longe. Eu pensei em você, eu torci por você. Vi sua felicidade e fiquei feliz com você.
Ainda tenho nossas fotos, todas reveladas. Acho que isso prova o quão especial você foi.

Você se foi.
Por uma fatalidade, hoje, 8 anos, 4 meses e 21 dias depois do nosso primeiro beijo, você se foi.
Foi uma fatalidade mas me dói muito. Dói saber que, mesmo longe, eu já não vou mais ter notícias de você.
Agora você fará falta pra sempre.
Mas eu acredito que esteja tudo bem com você. E vai ficar tudo bem com a sua família.
Você foi um exemplo de amor. Um exemplo de Lico.
Hoje nao vou mais te ligar depois de ver Marley&Eu. Na verdade, nunca mais verei. Hoje não existe mais a possibilidade de te ligar de manhã pra você ir pra aula. Mesmo que eu já não fosse ligar antes, agora não terá mais você.
Não no plano físico. Não aquele que dá pra ver. Mas a sua memória está viva aqui.
Não te esqueci desde que paramos de nos falar. Eu estive sempre te olhando. Sempre. Mas agora a despedida chegou. Evitamos mas agora não temos mais o que fazer.

Paulo, obrigada por ter sido o primeiro a me dar feliz aniversário em 2009. Dias depois de termos terminado nosso namoro. Aquele foi um dos gestos mais lindos que eu vi e eu chorei de alegria. Paulo, você me fez muito feliz e eu sinto não ter retribuído.
Hoje teu corpo foi, mas você ficará sempre aqui. No coração da sua Paramore.

Eu vou sentir ainda mais a sua falta, meu verdinho. Obrigada por ter cruzado meu caminho.

Ps.: A nossa música. Eu nunca mais ouvi com outra pessoa desde que terminamos. Eu sei que é pra sempre, enquanto durar.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Como eu era antes de você

Desde que vi o trailler de "Como eu Era Antes de Você", na terça, fiquei meio vidrada pela música Photograph do Ed Sheeran. Eu estava com um certo preconceito quanto ao filme quando ouvi o título alguns meses atrás, e ao ver o trailler percebi que fui babaca. Ontem resolvi rever o trailler e me peguei perdidamente apaixonada pela premissa do filme. Comecei minha jornada atrás do livro físico, mas não encontrei. Encontrei o pdf e me joguei, mesmo sabendo da dor de cabeça que viria depois de uma hora lendo no computador. Salvei no tablet e passei minha aula de ontem lendo. Cheguei em casa e aproximadamente uma hora da manhã voltei a lê-lo. Parei, me ajeitei para dormir e disse que leria até o sonho chegar. Era 8h20 da manhã de hoje e ele ainda não havia chegado. Faltavam em torno de 20 páginas para terminá-lo. A madrugada foi longa e cheia de lágrimas no decorrer do livro. Sentia a pureza e a intensidade do livro em cada frase. Me levantei da cama, tomei meu café e senti que não estava muito bem. Tomei remédios para a dor de cabeça, comi pão e tomei meu café matinal obrigatório. Cheguei ao escritório com meu estômago embrulhado, não conseguia pensar em voltar à leitura do livro (já conseguia deduzir o final e chorava sempre que me colocava no lugar das personagens). Por fim, duas horas depois de ter parado a leitura, resolvi voltar a ela. O livro acaba e o sentimento de vazio e solidão permanece.
São 17h30 e eu ainda estou chorando incansavelmente pela profundidade da leitura. Fui mais uma vez surpreendida e debochada pelo meu preconceito a títulos e romances. Mas esse não é um romance, é uma das reflexões mais lindas que eu poderia ter na vida. A história, os sentimentos, os medos, os acontecimentos. Tudo tão real e tão possível de ocorrer. Muitas vezes não refletimos sobre o que pode ou não ocorrer em nossas vidas e esse livro veio como uma avalanche. Veio mostrar que estamos sujeitos a tudo. Uma reflexão fantástica, a qual ainda não consegui absorver completamente a ponto de entender e seguir em frente. Ainda tenho o texto e a história em minha pele e mente. Ainda sinto as dores da leitura e as emoções prontas a brotar de meus olhos a qualquer momento.
Estou psicologica e biologicamente afetada pelas 320 páginas do livro; por Will; por Lou; por Georgina; por Treena. Enfim. Pelo melhor enredo ao qual fui entregue esse ano.

Precisava tentar exprimir um pouco desse sentimento, porque eu simplesmente não sei como lidar.

terça-feira, 29 de março de 2016

Liberdade

Tem um tempo que venho ficado confusa com relação às decisões que devo - ou não - tomar.
Hoje minha ficha caiu (claro que não sei se o que constatei hoje vai durar por muito tempo, mas) e eu percebi que a sociedade nos condiciona demais! 
Não podemos ser livre, porque sempre que decidimos algo os paradigmas da sociedade massacram a gente e nos sentimos culpados.
Por exemplo: não gosto que as pessoas sejam dependentes de mim. Eu sou bem desatenta então não vejo problema de uma pessoa (usaremos meu namorado como exemplo) virar e falar "Ana, faz um mês que você não me faz cafuné, to com saudade", acho mais do que válido, porque eu sou desatenta mesmo e as vezes me esqueço de coisas básicas como cumprimentar meu namorado com um selinho. Só que o que eu não suporto é que seja minha obrigação fazer cafuné na pessoa. Eu não suporto uma crise no relacionamento porque ontem eu não dei um selinho de oi. Sabe? E eu me sinto uma pessoa de merda por isso, por eu não ser presa a demonstrações de afeto e carinho como se fossem uma obrigação.
Eu sou carente e estou frequentemente choramingando um carinho, mas também sou independente e não gosto de gente que não me deixa respirar. Poxa, ninguém é obrigado a entender meu jeito, mas custa respeitar?
Outro ponto é: não gosto de dar satisfações, de pedir satisfações, de fazer um roteiro do meu dia pra alguém e de ficar exigindo que a pessoa me fale tudo o que fez no dia. Não gosto de ter que mandar mensagem a todo tempo pra alguém, de avisar "to na facul, entrei na aula, intervalo com as meninas, no meio do intervalo tal pessoa se juntou a gente ad infinitum". NÃO SOU OBRIGADA. 
Das 19h às 22h15 eu estou na faculdade, se eu não mandei mensagem foi porque estava pensando em outras coisas; 2h da manhã, se você mandou mensagem e eu não respondi É PORQUE EU DORMI. Entende?
Outro ponto: Não quero me casar. Não quero fazer planos pra um dia de festa; não quero fazer lista de presença; não quero escolher madrinhas; não quero provar doces e montar menu. Não quero. Quero amar e aproveitar. Não quero um homem morando na minha casa, quero que meu amado me visite, durma comigo por alguns dias mas que saiba que ele pode ir pra casa dele depois de uma semana. Ou que, caso não perceba a hora de sair, que não se sinta magoado caso eu o mande embora.
Não quero ter DRs todo dia. Eu só quero ficar de boa, sem me justificar. Só isso.
E então, voltando ao que eu disse de sociedade impondo regras: por que eu tenho que amar uma pessoa só? Por que eu vou te "machucar" se eu me interessar por outras pessoas? Por que eu tenho que te amar pro resto da vida? Por que, por que, por quê?
Por que eu não posso ter 50 anos e ainda fazer sexo com qualquer cara que eu quero? Por que aos 50 eu tenho que "sossegar"? 

Enfim, eu só queria ser livre sem me sentir culpada por não pensar como a sociedade decidiu.
Eu só quero ser eu sem pensar se o que estou fazendo está certo ou errado, sendo que minhas atitudes não estão matando, humilhando ou torturando ninguém.
Só.

Edição: Eu não gosto de falar quem sou, como sou, do que gosto. Sempre fui muito inconstante. Hoje falo que não gosto da cor verde, amanhã é minha cor preferida. Não gosto de mudar de ideia e ter que ouvir que eu sou contraditória, ou que eu to mentindo. Eu sou um ser humano mutável (e agradeço minha natureza por isso) e fim. Não quero ter que ser sempre igual pra não ter que ouvir que eu não tenho personalidade ou qualquer outra coisa. Não quero ser ofendida simplesmente por ser quem eu sou/quero ser/tento ser.
Agora acho que só.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sobre riscos e afins

Às vezes sinto medo de dar um passo adiante. Sinto que a cada salto que dou um sentimento de tristeza e inferioridade me invade. Tenho medo de basear meus desejos em críticas infundáveis, sem razão. Medo de que o que eu estou sentindo na verdade é passageiro, medo de me arrepender por tomar uma atitude sobre isso. Me sinto mal por não conseguir perdoar, mal por ter um sentimento de vingança dentro de mim que não me permite seguir em frente. Na verdade, eu nem sei mais o que eu sinto. Não sei mais o que é real e o que é fantasioso. Tenho medo de machucar as pessoas de quem eu gosto muito e no futuro perceber que foi a maior besteira que eu fiz.

Sinto que eu estou parada no tempo.

Continuo com atitudes erradas, baseadas em erros do passado. Não consigo mais discernir entre quem sou eu e quem eu me tornei; não consigo discernir entre o que eu quero fazer e o que eu faço pra me "vingar". Não sei mais quem eu sou, como eu sou, porque eu sou. Nada! Eu não sei mais nada!

E mais uma dúvida surge: eu não sei se eu quero superar os erros do passado. Eu não sei se eu quero seguir em frente, se eu quero superar, ou se eu quero começar do zero, mudar tudo e seguir por outro caminho.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vazio

É estranho parar e olhar a vida de fora. O tempo passa. O tempo passou, e então você olha sua vida e relembra seus momentos. Pessoas que passaram, pessoas que foram e se foram como se nunca tivessem sido. Pessoas que nem chegaram a vir, sentimentos, vazios, certezas e desvarios.
Tudo muito estranho. Desesperador. Uma certeza coberta de medos e inseguranças. Ver o passado e pensar que existe um futuro. Pra que medo do presente? Tudo acontece como deve acontecer. Tudo acontece quando se age, quando se esquece que o futuro existe; quando se esquece que o passado será lembrança. Saudade aprisiona - lembrar sempre de esquece-la.
Saudade só é lembrada quando o presente vira passado.
Saudade se mata.


E fim.

segunda-feira, 3 de março de 2014

(In)Existência


Pois é, estamos aqui, eu, você e toda essa frieza que se estabeleceu entre nós. 
De onde veio?
É fácil até, hoje olhar para trás e fazer a escolha certa, é fácil fazer escolhas agora que já vimos todos os resultados... Mas já não dá mais para voltar atrás e fazer outras escolhas. Será que dá pelo menos para mudar de ideia agora? Será que dá pra acreditar que aquele esforço não valeu a pena? 
Ou será que valeu a pena mas agora acabou?
Pode acabar?
Se pode, como recomeçar? Como esquecer ou acreditar que já não vale mais a pena?
Que bombardeio. É tanta coisa nova, velha, não sei, tanta coisa ao mesmo tempo.
Te amar e ao mesmo tempo me sufocar. Será que é amor? Será que amor é outra coisa? O que é então?
Existe?
E você,
Existe?

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Você de novo, tempo?

O tempo passa, acredito que todo mundo esteja ciente disso. Mas, nossa... como é difícil conviver com as mudanças que ocorrem no decorrer desse tempo. Como é difícil aceitar que as pessoas passam...
Quando alguém entra na nossa vida, a gente nunca pensa que ela vai sair. Mas a gente tá tão acostumado ali com as pessoas ao nosso redor que nem percebemos que estamos deixando elas passarem junto com o tempo.
E como dói acordar um dia vendo o inevitável. Ela se foi...
Não, não morreu! Ela foi, apenas partiu, se afastou, foi embora.
Como dói sentir falta, como dói não poder abraçar uma pessoa que a gente nem viu se desprender de nossos braços...
Tá doendo aqui, o choque de realidade, a percepção de que mais um amor se foi. Mais um abraço, mais uma companhia, mais uma amiga. 
Eu espero que volte, pra eu poder abraçar, sem doer, sem passar. Só ficar.
Saudades.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Solidão

Eu queria saber o que fazer para encontrar a causa de todo esse sentimento de solidão que eu tenho em mim. Eu amo ficar sozinha, mas não nessa solidão interna, que sofrimento. Pior quando essa solidão aparece quando estou perto de alguém. Que vontade de sumir que dá, vontade de me afundar num buraco para que eu não tenha que tentar fingir nada. 
Sei lá, saudades da euforia.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Saudades...

Sinto falta de nós. Falta dos nossos planos para o futuro, falta do carinho que existia entre nós. Na verdade eu sinto falta do amor.
Imaturidade e teimosia estragam qualquer evolução né? Eu que o diga...
Eu costumava dizer que tudo acaba, então nós teríamos que estar sempre conscientizados disso, e acabava não aproveitando nada, porque sempre vai acabar, não tem porque eu me dedicar.
Mas, nossa, se vai acabar, porque não me dedicar de verdade? Por que não me jogar de cabeça?
Eu sempre disse que o pra sempre sempre acaba mas nunca pensei bem sobre isso. Mas agora concluí que ele pode durar até o fim da vida, depende do cultivo. E eu nunca cultivei nada, por isso nada durou. Nosso amor não durou.
O que eu sinto por você ainda existe em mim, sinto muito por eu tê-lo feito morrer em você.
Passo todos os dias tentando te reconquistar e mostrar que podemos ser a pessoa certa um para o outro. Embora eu já esteja perdendo as esperanças de te fazer apaixonar, embora eu ache que esse sentimento morreu e que podemos estar caminhando para o fim, eu ainda, lá no fundo, mantenho acesa - inconscientemente - a chama que ilumina a minha fé em nós. Sabe, eu mudei e embora ainda tenha recaídas, eu sei que podemos ficar bem, e é isso que peço a Deus em oração todos os dias, que você também pense isso e que no fundo, todo esse tempo que nós estamos dando é porque realmente você ainda me ama, e porque sou eu  quem você quer pro resto da sua vida...
Eu já não sou mais a mesma. Aquilo que eu tinha de ruim mudei para o bem mas, infelizmente, aquilo que eu tinha de bom mudei para o mal. Se já mudei uma vez, posso voltar ao normal, gostaria que você parasse pra pensar nisso.


(26/02/2013)