terça-feira, 29 de março de 2016

Liberdade

Tem um tempo que venho ficado confusa com relação às decisões que devo - ou não - tomar.
Hoje minha ficha caiu (claro que não sei se o que constatei hoje vai durar por muito tempo, mas) e eu percebi que a sociedade nos condiciona demais! 
Não podemos ser livre, porque sempre que decidimos algo os paradigmas da sociedade massacram a gente e nos sentimos culpados.
Por exemplo: não gosto que as pessoas sejam dependentes de mim. Eu sou bem desatenta então não vejo problema de uma pessoa (usaremos meu namorado como exemplo) virar e falar "Ana, faz um mês que você não me faz cafuné, to com saudade", acho mais do que válido, porque eu sou desatenta mesmo e as vezes me esqueço de coisas básicas como cumprimentar meu namorado com um selinho. Só que o que eu não suporto é que seja minha obrigação fazer cafuné na pessoa. Eu não suporto uma crise no relacionamento porque ontem eu não dei um selinho de oi. Sabe? E eu me sinto uma pessoa de merda por isso, por eu não ser presa a demonstrações de afeto e carinho como se fossem uma obrigação.
Eu sou carente e estou frequentemente choramingando um carinho, mas também sou independente e não gosto de gente que não me deixa respirar. Poxa, ninguém é obrigado a entender meu jeito, mas custa respeitar?
Outro ponto é: não gosto de dar satisfações, de pedir satisfações, de fazer um roteiro do meu dia pra alguém e de ficar exigindo que a pessoa me fale tudo o que fez no dia. Não gosto de ter que mandar mensagem a todo tempo pra alguém, de avisar "to na facul, entrei na aula, intervalo com as meninas, no meio do intervalo tal pessoa se juntou a gente ad infinitum". NÃO SOU OBRIGADA. 
Das 19h às 22h15 eu estou na faculdade, se eu não mandei mensagem foi porque estava pensando em outras coisas; 2h da manhã, se você mandou mensagem e eu não respondi É PORQUE EU DORMI. Entende?
Outro ponto: Não quero me casar. Não quero fazer planos pra um dia de festa; não quero fazer lista de presença; não quero escolher madrinhas; não quero provar doces e montar menu. Não quero. Quero amar e aproveitar. Não quero um homem morando na minha casa, quero que meu amado me visite, durma comigo por alguns dias mas que saiba que ele pode ir pra casa dele depois de uma semana. Ou que, caso não perceba a hora de sair, que não se sinta magoado caso eu o mande embora.
Não quero ter DRs todo dia. Eu só quero ficar de boa, sem me justificar. Só isso.
E então, voltando ao que eu disse de sociedade impondo regras: por que eu tenho que amar uma pessoa só? Por que eu vou te "machucar" se eu me interessar por outras pessoas? Por que eu tenho que te amar pro resto da vida? Por que, por que, por quê?
Por que eu não posso ter 50 anos e ainda fazer sexo com qualquer cara que eu quero? Por que aos 50 eu tenho que "sossegar"? 

Enfim, eu só queria ser livre sem me sentir culpada por não pensar como a sociedade decidiu.
Eu só quero ser eu sem pensar se o que estou fazendo está certo ou errado, sendo que minhas atitudes não estão matando, humilhando ou torturando ninguém.
Só.

Edição: Eu não gosto de falar quem sou, como sou, do que gosto. Sempre fui muito inconstante. Hoje falo que não gosto da cor verde, amanhã é minha cor preferida. Não gosto de mudar de ideia e ter que ouvir que eu sou contraditória, ou que eu to mentindo. Eu sou um ser humano mutável (e agradeço minha natureza por isso) e fim. Não quero ter que ser sempre igual pra não ter que ouvir que eu não tenho personalidade ou qualquer outra coisa. Não quero ser ofendida simplesmente por ser quem eu sou/quero ser/tento ser.
Agora acho que só.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sobre riscos e afins

Às vezes sinto medo de dar um passo adiante. Sinto que a cada salto que dou um sentimento de tristeza e inferioridade me invade. Tenho medo de basear meus desejos em críticas infundáveis, sem razão. Medo de que o que eu estou sentindo na verdade é passageiro, medo de me arrepender por tomar uma atitude sobre isso. Me sinto mal por não conseguir perdoar, mal por ter um sentimento de vingança dentro de mim que não me permite seguir em frente. Na verdade, eu nem sei mais o que eu sinto. Não sei mais o que é real e o que é fantasioso. Tenho medo de machucar as pessoas de quem eu gosto muito e no futuro perceber que foi a maior besteira que eu fiz.

Sinto que eu estou parada no tempo.

Continuo com atitudes erradas, baseadas em erros do passado. Não consigo mais discernir entre quem sou eu e quem eu me tornei; não consigo discernir entre o que eu quero fazer e o que eu faço pra me "vingar". Não sei mais quem eu sou, como eu sou, porque eu sou. Nada! Eu não sei mais nada!

E mais uma dúvida surge: eu não sei se eu quero superar os erros do passado. Eu não sei se eu quero seguir em frente, se eu quero superar, ou se eu quero começar do zero, mudar tudo e seguir por outro caminho.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vazio

É estranho parar e olhar a vida de fora. O tempo passa. O tempo passou, e então você olha sua vida e relembra seus momentos. Pessoas que passaram, pessoas que foram e se foram como se nunca tivessem sido. Pessoas que nem chegaram a vir, sentimentos, vazios, certezas e desvarios.
Tudo muito estranho. Desesperador. Uma certeza coberta de medos e inseguranças. Ver o passado e pensar que existe um futuro. Pra que medo do presente? Tudo acontece como deve acontecer. Tudo acontece quando se age, quando se esquece que o futuro existe; quando se esquece que o passado será lembrança. Saudade aprisiona - lembrar sempre de esquece-la.
Saudade só é lembrada quando o presente vira passado.
Saudade se mata.


E fim.

segunda-feira, 3 de março de 2014

(In)Existência


Pois é, estamos aqui, eu, você e toda essa frieza que se estabeleceu entre nós. 
De onde veio?
É fácil até, hoje olhar para trás e fazer a escolha certa, é fácil fazer escolhas agora que já vimos todos os resultados... Mas já não dá mais para voltar atrás e fazer outras escolhas. Será que dá pelo menos para mudar de ideia agora? Será que dá pra acreditar que aquele esforço não valeu a pena? 
Ou será que valeu a pena mas agora acabou?
Pode acabar?
Se pode, como recomeçar? Como esquecer ou acreditar que já não vale mais a pena?
Que bombardeio. É tanta coisa nova, velha, não sei, tanta coisa ao mesmo tempo.
Te amar e ao mesmo tempo me sufocar. Será que é amor? Será que amor é outra coisa? O que é então?
Existe?
E você,
Existe?

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Você de novo, tempo?

O tempo passa, acredito que todo mundo esteja ciente disso. Mas, nossa... como é difícil conviver com as mudanças que ocorrem no decorrer desse tempo. Como é difícil aceitar que as pessoas passam...
Quando alguém entra na nossa vida, a gente nunca pensa que ela vai sair. Mas a gente tá tão acostumado ali com as pessoas ao nosso redor que nem percebemos que estamos deixando elas passarem junto com o tempo.
E como dói acordar um dia vendo o inevitável. Ela se foi...
Não, não morreu! Ela foi, apenas partiu, se afastou, foi embora.
Como dói sentir falta, como dói não poder abraçar uma pessoa que a gente nem viu se desprender de nossos braços...
Tá doendo aqui, o choque de realidade, a percepção de que mais um amor se foi. Mais um abraço, mais uma companhia, mais uma amiga. 
Eu espero que volte, pra eu poder abraçar, sem doer, sem passar. Só ficar.
Saudades.